terça-feira, 20 de setembro de 2011

O sabor da humilhação

      No alto dos meus 30 anos, jamais pensei que pudesse saborear algo tão intenso e delicioso como o gosto da humilhação. E fui privilegiada com esse sabor ao conhecer uma nova colega de trabalho, Anne, até seu nome é doce de ser pronunciado, é forte como ela.
      Quando a encontrei pela primeira vez no ambiente de trabalho, não imaginava do que se tratava aquela minha fascinação por ela, até então, eu nunca havia me interessado por uma mulher nenhuma, e o interesse que surgia em mim não era comum, como o que tinha por homens, era diferente, e até então não sabia explicar nem para mim mesma. Percebia também que ela me via de forma diferente das demais colegas de trabalho, nunca presenciei um sorriso seu para mim, nem sequer um olhar como ao que dirigia as demais colegas, seu olhar era sempre ríspido, sempre demonstrando certa repulgnancia e isso me instigava.
      No dia em que foi designado que trabalhassemos juntas e um projeto, pensei que poderia emfim conhece-la melhor e entender o porque daquele tratamento comigo. Entramos em uma das salas que estava vazia para trabalharmos naquele projeto, e durante todo o tempo ela agia como se estivesse sozinha no local, ignorando sumariamente minha presença. Depois de algum tempo, não aguentei e perguntei a ela: DESCULPE. MAS EU TE INCOMODO? Naquele momento ela se desligou do que estava fazendo, tirou seus oculos lentamente, deixou em cima da mesa, ignorou a ordem pendurada na parede: PROIBIDO FUMAR e acendeu um cigarro, me olhou séria, com aquele mesmo olhar de desprezo de sempre e disse: VOCE REALMENTE SE ACHA SIGNIFICANTE O BASTANTE PARA INCOMODAR ALGUÉM? Fiquei sem reação, apenas olhando-a e ela continuou com tom de voz sereno e firme: ACHA MESMO QUE CONSIDERO QUE SEJA TANTO QUANTO EU? EU SINTO CHEIRO DE CADELAS A QUILOMETROS DE DISTANCIA, E COM VOCE NÃO FOI DIFERENTE, SEU JEITO, SEU CHEIRO DE VADIA, SEU OLHAR SUBMISSO, TUDO ISSO NÃO ME ENGANA, SEI QUE É UMA CADELINHA PRECISANDO DESESPERADAMENTE DE UMA DONA QUE A DOMINE E A COLOQUE EM SEU LUGAR. Ainda sem reação engoli a seco todas aquelas palavras e nada disse, ela pela primeira vez sorriu em minha direção, mas seu sorriso era de sarcasmo, deboche, continuou fumando seu cigarro e me olhando fixamente, e eu, como que confirmando tudo o que ela disse, baixei a cabeça e não tinha mais coragem para encara-la, e sem dizer mais nada, ela levantou meu rosto pelo meu queixo, me fez abrir a boca, eu obedeci sem resistencia, ela aproximou seu cigarro dos meus lábios e delicadamente bateu as cinzas dele na minha língua, sentindo-me humilhada, deixei uma lágrima escorrer pelo canto do meu rosto, ela novamente sorriu e disse: DEVE ESTAR CHORANDO DE EMOÇÃO CERTAMENTE, AFINAL, NÃO É TODO DIA QUE A GENTE DESCOBRE NOSSA VERDADEIRA VOCAÇÃO, E VOCE ACABOU DE DESCOBRIR A SUA, SERVIR! SERVIR COMO UM OBJETO A SER USADO POR MIM. Continuei calada, sentindo o gosto amargo da cinza do cigarro, misturado ao gosto de ser humilhada, e diante daquilo não pude fazer nada mais do que obedece-la dali em diante, ela me mandou ajoelhar ao lado dela, e enquanto terminava o trabalho, terminou também de fumar o seu cigarro, sempre depositando as cinzas na minha boca. Sim, eu permaneci ajoelhada ao seu lado com a boca aberta como ela ordenou, e quando terminou de fumar, aproximou a brasa da minha língua, eu tremi, mas em momento algum fiz menção em sair dali ou reclamar, apenas aguardei sua decisão, como uma perfeita submissa. Ela decidiu me poupar e apagar o cigarro no chão, pisando nele, mas não me poupou de limpar a parte do seu sapato que havia apagado o cigarro, limpei com a língua e permaneci ali, ajoelhada até que ela ordenou que me levantasse e voltasse ao trabalho normalmente...

continua

Um comentário:

  1. Otimo blog, Procuro aqui humilhação tenho prazer e tesão de ser humilhado, escolachado e xingado por mulheres gostosa rebaixado, sem violencia, makat2013@hotmail.com

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