Desde que me descobri cadela submissa e decidi entregar minha alma a minha Dona, me acostumei a viver sob controle, sob mandos e desmandos, e o que descobri mais recentemente é que não sei mais ser totalmente livre, e que acima de tudo não quero essa liberdade.
Aprendi a controlar meus desejos em prol dos desejos dela, mudei meu modo ser, tornei-me uma boa cadela, do tipo que sabe se colocar aos pés da Dona e esperear, sempre esperar.
Vivendo constantemente sob esse controle, aprendi a ter vontades na hora e na medida certa, a expor pensamentos e dialogar somente quando permitida e solicitada. E a cada dia sinto-me melhor e mais certa da minha submissão.
Quando recebi a primeira ordem, confesso que estranhei, mas depois de muito refletir (e isso eu posso fazer) entendi que se tratava de um modo de se iniciar esse controle que tanto adoro e necessito. Fui ordenada a colocar em uma mala todas as minha roupas, sem excessão, inclusive as intimas, e levar para ela, para seu julgamento. Com todas as peças expostas a sua frente, seriamente ela foi selecionando o que devia ficar de um lado e o que devia ficar do outro, ao terminar a separação de cada peça, ordenou que todas as peças da esquerda poderiam ser utilizadas, porém as da direita deveriam ser todas rasgadas ali, naquele momento, na presença dela. Ainda meio pasma com a ordem fiquei parada sem dizer nada, o silencio foi quebrado com suas palavras: O QUE ESPERA PRA OBEDECER CADELA? UMA SURRA? Respondi que não com a cabeça, me sentei ao lado das roupas e comecei a rasgar peça por peça enquanto ela observava sentada em uma poltrona, dentre as peças estavam todas as minha roupas intimas, e mais tarde soube que ela não permitiria que usasse nada por baixo das minhas vestimentas. Após obedecer piamente, ela ordenou que colocasse os trapos no saco de lixo e levasse até a lixeira em frente a sua casa. Obedeci novamente e quando voltava para dentro sentia parte de mim faltando, não pelas roupas que eram somente panos e que poderiam ser compradas de novo caso necessitasse, mas pelo fato dela arrancar tão bruscamente de mim, imaginava o que mais poderia tirar de mim com seu domínio. Os dias foram passando e uma nova ordem de controle surgiu, todos os dias pela manhã, antes de ir trabalhar, mas ja pronta para isso, eu deveria mandar-lhe uma mensagem de texto através do celular, detalhando extamanete como eu estava para sair de casa, roupa que estava usando, perfume, maquiagem, tudo, e esperar através de mensagem também a aprovação dela. Isso mudou um pouco minha rotina, levantava um pouco mais cedo pra me arrumar, pois se em algum ítem não fosse aprovado teria que mudar na hora, então precisava de tempo. E assim passaram-se varias semanas, com poucas opções de roupas e dependendo da sua aprovação, algumas vezes mandava somente que trocasse a cor do batom, outras vezes uma das peças de roupa, e algumas vezes que mudasse tudo. O controle foi aumentando cada vez mais, e uma nova ordem surgiu, fazer minhas refeições (café da manhã, almoço e jantar) em potes plásticos como uma verdadeira cadela. Para o café da manhã e jantar que fazia em casa, tinha os potes específicos, já para o almoço que fazia no trabalho, me isolava no almoxarifado para comer em meu pote sem que ninguem notasse. Minha vida era de controle dela, e o ciclo diário só era completo depois de redigir um e-mail contando detalhadamente como havia sido meu dia, o que tinha acontecido, com quem havia conversado e sobre o que. Depois desse e-mail eu era liberada para dormir e recomeçar no dia seguinte. Ela guardava todos os e-mails e imprimia um por um para os dias de nossas sessões, ela os relia e sempre que encontrava algo que a desagradasse eu recebia uma cintada, ouvia sua leitura nua e de quatro, para facilitar o seu castigo. Qualquer pessoa normal perguntaria, mas porque não ocultar as partes do dia que sabe que a desgradaria, pra mim a resposta é muito simples, eu pertenço a ela e sinto-me completa assim, portanto mentir ou omitir algo para ela seria viver numa mentira, e minha submissão é a verdade absoluta da minha vida, portanto, aguento quantas cintadas tiver que aguentar, desde que possa manter minha servidão diante dela. E o vazio que havia se instalado em mim depois da perda das minhas peças de roupas foi completamente preenchido pela alegria de ser dela.
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